assitam também o video Auto-hemoterapia do Dr. Luiz Moura de 2h35_
Luiz Moura, médico que pesquisou durante sua vida inteira a auto-hemoterapia para cura de muitas doenças (ela a utilisa desde 1940) Dr. Luiz Moura se encontra com 81 anos e está trabalhando normalmente com a maior disposição e alegria, próprio de quem não precisa envelhecer por ter muita coisa boa para fazer. Existe um DVD divulgando as experiências e o trabalho dele para que não se percam as informações. Pode ser solicitado pelo e-mail acima.
Luiz Moura
É um recurso terapêutico de baixo custo,
simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando
assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo.
sumário
A
técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo
e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume
retirado varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada.
O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia
uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea
produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então
a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem
dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de
8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao
fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre
quando não há sangue no músculo.
As
doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os
cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas
pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados patológicos
ou pelo menos, abrandá-los. No caso particular das doenças auto-imunes a
autoagressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é desviada para
o sangue aplicado no músculo, melhorando assim o paciente.
1. HISTÓRICO
Em
1911, F. Ravaut registra: modo de tratamento auto (uno mismo, haima – sangra)
empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide
e em diversas dermatoses. Ravaut usa a auto-hemoterapia em certos casos de asma,
urticária e estados anafiláticos (dicionário enciclopédico de medicina, T.1
de L. Braier).
Em
1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológica,
pg 37, cita: auto-hemoterapia, método de tratamento que consiste em injetar a
um indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules) tomada de este
mismo indivíduo.
H.
DOUSSET – AUTO-HEMOTERAPIA – Técnicas indispensáveis. É útil em certos casos
para dessensibilizações – 1941.
Stedman
– Dicionário Médico – 25ª edição – 1976 – pág 129 –
Auto-hemotherapy – auto-hemoterapia – tratamento da doença pela retirada e
reinjeção do sangue do próprio paciente.
1977
– Index Clínico – Alain Blacove Belair – auto-hemoterapia – terapêutica
de dessensibilização não específica.
Entretanto
foi o professor Jesse Teixeira que provou que o S.R.E era ativado pela
auto-hemoterapia em seu trabalho publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil
– Cirúrgico, no mês de Março. Jesse Teixeira provocou a formação de uma bolha
na coxa de pacientes, com cantárida, substancia irritante. Fez a contagem dos macrófagos
antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu
a partir da 1ª hora chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias
e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a aplicação.
2.
A AÇÃO TERAPÊUTICA DA AUTO-HEMOTERAPIA
Entre
1943 e 1947, quando cursava a Faculdade Nacional de Medicina apliquei a
auto-hemoterapia cumprindo ordem de meu pai, Professor Pedro Moura, nos
pacientes que ele operava na Casa de Saúde S. José no Rio de Janeiro. A
primeira aplicação era feita na residência do paciente e a 2ª, 5 dias depois
na Casa de Saúde no quarto do paciente e era sempre de 10ml.
A
finalidade da aplicação era evitar infecção ou outra complicação infecciosa
pulmonar, já que a anestesia na época era em geral com éter que irritava bastante
os pulmões. O cirurgião geral, Dr. Pedro Moura adotou este método face ao
sucesso do Professor Jesse Teixeira que registrou em 150 cirurgias as mais variadas,
0% de complicações infecciosas post-operatórias em 1940.
Depois
de formado continuei a aplicar a auto-hemoterapia apenas em casos de acne juvenil
e algumas dermatoses de fundo alérgico.
Entretanto,
devo ao Dr. Floramante Garófalo, em 1976, quando este tinha então 71 anos, o conhecimento
que resultou em mais abrangência da ação terapêutica da auto-hemoterapia. Em
março de 1976 o Dr. Garófalo queixou-se de fortes câimbras em sua perna direita
quando caminhava mais de 100 metros.
Sugeri
ao colega que procurasse o angiologista, Dr. Antonio Vieira de Melo. Este decidiu
fazer arteriografia da femural direita sendo constatada obstrução de cerca de
10cm ao nível do terço médio da coxa direita. O angiologista disse ao Dr. Garófalo
que resolveria o problema com uma prótese que substituiria o segmento da artéria
femural obstruída.
O
Dr. Garófalo disse ao angiologista que “não quero me tornar um homem biônico,
amanhã terei outra artéria obstruída e terei que colocar novas próteses”.
Vou resolver o problema com a auto-hemoterapia.
Eu
então me ofereci para fazer as aplicações. Durante 4 meses, de 7 em 7 dias
aplicava 10ml de sangue no Dr. Garófalo que então decidiu se submeter à nova
arteriografia de femural direita, já que podia caminhar normalmente, porém o
Dr. Antonio Vieira de Melo acreditava que era impossível que a artéria
estivesse livre da obstrução atribuindo a melhora à sugestão. Repetida a
arteriografia, não havia mais nenhuma obstrução na femural direita. Foi então
que o Dr. Garófalo me presenteou com os trabalhos de Jesse Teixeira, de 1940 e
de Ricardo Veronesi, de 1976. O estímulo do S.R.E comprovado por Jesse Teixeira
e as ações deste bem explicados no trabalho de Ricardo Veronesi explicavam a desobstrução
da artéria femural de Garófalo e abriam um enorme campo no tratamento das doenças
auto-imunes.
Em
setembro de 1976 internou-se na Clínica Médica do Hospital Cardoso Fontes uma
paciente cujo diagnóstico foi esclarecido pela consultora dermatológica da Clínica,
Dra. Ryssia Alvares Florião. Feitas as biópsias nas mamas, abdômen e coxa de
A.S.O. (F) – 52 anos, encaminhadas estas à patologista do Hospital, Dra. Glória
de Morais Patello, o diagnóstico foi: esclerodermia, fase final.
A
Dra. Ryssia que tinha sido residente em Clínica Dermatológica nos Estados Unidos
da América, em Nova York para onde convergiam os pacientes com E.S.P., disse
que pouco podia fazer pela paciente, pois aquela Clínica era nada mais que um
depósito de esclerodérmicos"”
Iniciei
o tratamento da paciente com E.S.P., no dia 10/09/1976. Para provocar o desvio imunológico
e assim aliviar a paciente apliquei 5ml de sangue em cada deltóide e 5ml em
cada glúteo, de 5 em 5 dias. A paciente já não caminhava há 8 meses e não
deglutia sólidos, só líquidos, devido a estenose do esôfago. Dia 10/10/1976
a paciente saía andando do Hospital, com alta melhorada assinada pela Dra.
Ryssia.
A
paciente continuou o tratamento com a dose reduzida para 10ml de sangue por
semana. Em maio de 1977 a paciente A.S.O. foi reinternada para avaliação,
sendo constatada grande melhora em relação ao dia 10/10/1976 quando teve alta
no ano anterior.
Surgiu
na ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório Roche – Hospital Central
da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho minuciosamente documentado tanto com
exames complementares como também com fotografias em slides da paciente em
setembro de 1976 e maio de 1977. O concurso cujo tema era originalidade não
publicou o trabalho.
A partir deste caso em que a auto-hemoterapia comprovou ser poderosa arma terapêutica em doenças auto-imunes passei a aplicá-la também em doenças alérgicas com excelente resultado. Apresentarei resumidamente alguns casos que merecem destaque:
1980 - M. das G.S. – 28 anos,
funcionária da Petrobrás. Diagnóstico esclerodermia sistêmica progressiva
– Decisão da chefia médica da Petrobrás – aposentar a paciente. Há 22
anos vem se tratando com a auto-hemoterapia. Está assintomática e deverá se
aposentar em 2005 por tempo de serviço.
1980 - G.S.C (F) 55 anos – Diagnóstico
– MIASTENIA GRAVIS pelo Instituto de Neurologia – Av. Pasteur – RJ. A
paciente atualmente, embora com a doença, vive normalmente, toma ônibus. É
a única paciente que sobrevive entre aquelas diagnosticadas em 1980 como
miastenia gravis, no Instituto de Neurologia.
1982 - J da SR (M) 30 anos – diagnóstico
– Doença de CROHN – Tratou-se com a auto-hemoterapia de 10ml semanais durante
1 ano. Até a data atual nenhum sintoma teve da moléstia que o acometeu em
1982.
1990 - M. da RS (M) 22 anos – Doença
de CROHN – Curiosamente a moléstia começou após o paciente ser assaltado,
quando na ocasião fazia o vestibular para Odontologia. Prescrevi a
auto-hemoterapia que foi aplicada pelo próprio pai do paciente. Até hoje
assintomático.
1997 - RS (F) 35 anos – Diagnóstico
– L.E.S – A auto-hemoterapia permitiu à paciente ter vida normal,
viajando para o exterior com crianças de rua que ela ensina a bailar.
Em 1978, minha filha que vive na
Espanha tinha ovários policísticos, não ovulava, era estéril. Solicitei ao
Dr. Pedro – ginecologista e obstetra – que fizesse a auto-hemoterapia de
10ml semanais.
Após 6 meses ela engravidou, e repetido o exame com insuflação tubária, já
não haviam mais cistos. O Dr Pedro fez o parto de meus netos, um casal hoje com
20 e 21 anos respectivamente e prosseguiu aplicando DIU ao longo de 20 anos a
fim de evitar gravidez indesejada.
1990 - M.D.C. – 24 anos (F) – A
paciente começou a apresentar petequias e epistaxis freqüentes. Quando apresentou
otorragia foi encaminhada a um hematologista que diagnosticou como púrpura
trombocitopênica. Durante 6 meses foi tratada com corticoesteróides em altas
doses, até que estes não mais surtiram efeito e as plaquetas baixaram para
10.000mm 3 de sangue. O hematologista decidiu usar quimioterápico conseguindo
a elevação das plaquetas para níveis quase normais durante 2 meses. Os
quimioterápicos não surtiram mais efeito e a paciente foi encaminhada para
um cirurgião para se submeter à esplenectomia. A paciente se recusou quando
o cirurgião não garantiu que o fígado assumiria a função do baço.
A paciente me procurou e eu mandei aplicar a auto-hemoterapia. As plaquetas se
normalizaram, a paciente depois teve mais 2 filhos, e vive vida normal com o
seu baço.
1982 - M – (F) – A paciente aluga cavalos para turistas em Visconde de Mauá. Foi picada por uma aranha armadeira em sua perna direita, que gangrenou, ficando exposta a tíbia. Foi internada na Sta. Casa de Rezende onde foi decidida a amputação. Já na mesa de cirurgia a paciente decidiu que não aceitava a amputação da perna, como preconizava o Instituto Butantã para estes casos. Assinou termo de responsabilidade e foi liberada. Procurou-me e eu instituí a auto-hemoterapia e a lavagem da ferida com solução de cloreto de magnésio como fazia Pierre Delbet, cirurgião na guerra de 1914 a 1918. Em 20 dias a paciente estava curada, trabalhando com sua perna até hoje.
Esperamos que a Medicina Complementar através de sua Revista divulgue
uma técnica terapêutica que muito pode fazer para pelo menos aliviar o sofrimento
do ser humano.
AUTO-HEMOTERAPIA
Embora quase não se escute falar desta técnica, ela é bastante antiga. Em 1911 F. Ravaut descreve seu emprego em diversas doenças infecciosas, especialmente na febre tifóide e dermatoses. Era usada também em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos.
A mesma técnica é citada pelo Dr. Leopoldo Cea na página 37 do “Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológica” em 1941. E no mesmo ano H. DOUSSET afirma ser útil em certos casos para dessensibilizações.
Podemos
encontrar referências (Auto-hemotherapy) na 25ª edição - 1976 - pág 129 do
Dicionário Médico Stedman. E em 1977 no Index Clínico de Alain Blacove
Belair.

O
professor Jesse Teixeira provou que o S.R.E (sistema reticulo endotelial)
é ativado pela auto-hemoterapia em um trabalho publicado e premiado no mês
de Março de 1940 na Revista Brasil - Cirúrgico. O experimento foi realizado
com a utilização de cantárida na coxa do paciente e feita a contagem dos macrófagos
antes e após a auto-hemoterapia. A taxa de 5% aumentava para 22% após 8 horas,
mantendo-se assim por 5 dias e declinando para 5% após 7 dias.
É um recurso terapêutico de baixo custo, pois
consiste em retirar o sangue da veia do paciente e aplicar no músculo. A
quantidade
varia de 5ml à 20ml, dependendo
da gravidade da doença a ser tratada.
O sangue (tecido orgânico) em contato com o músculo (tecido
extra-vascular), desencadeia uma rejeição, e isso estimula o sistema reticulo
endotelial. A medula óssea produz monócitos que se dirigem as tecidos orgânicos
onde recebem o nome de macrófagos. Estes se quadruplicam em todo o organismo.
Está
indicado nas doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, e os corpos
estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos.
Dr.
Jessé Teixeira
Com
o intuito de contribuir para o estudo das complicações pulmonares pós-operatórias,
principalmente no que se refere à sua profilaxia, apresentamos aqui o
relato de nossas conclusões, baseadas em 150 casos, dos quais cerca de 60 %
observados no hospital de pronto-socorro.
.
IV
– Diagnóstico
O
cirurgião deve pensar em complicação pulmonar pós-operatória quando, no
seu operado, se manifestam tosse, febre, dispnéia, dor torácica ou
escarros hemópticos. O exame físico revelará: estertores, roncos,
sibilos, sopros, diminuição da sonoridade pulmonar e, por vezes, mesmo,
massicez. Há repercussão principalmente sobre o aparelho circulatório,
que, muitas vezes, comanda o prognóstico.
Será desnecessário encarecer as vantagens do exame radiológico, para o
estabelecimento do diagnóstico.
V
- Profilaxia
Fora
do âmbito da cirurgia de urgência, são numerosos os meios profiláticos
das complicações pulmonares pós-operatórias (eleição do doente e da
anestesia, cura de catarros das vias respiratórias, saneamento da boca,
prevenção de resfriamentos, exercícios respiratórios, inalações de
carbogenio, etc.). Todos aliás, muito precários.
Para a profilaxia destas complicações há, contudo, um recurso, que,
segundo as observações do seu autor e as nossas próprias, ao que parece
únicas em nosso meio, é da mais alta valia, podendo ser vantajosamente
empregado, quer na cirurgia de urgência, quer nos casos em que o doente
pode ser preparado.
Trata-se
da autohemotransfusão de 20 cc logo após a operação; estando o
doente ainda na mesa de operação, retiram-se 20 cc de sangue de uma veia
da prega do cotovelo, que são imediatamente injetados na nádega.
Baseamo-nos
em 150 observações (1) das quais, a maioria, pertencentes à cirurgia de
urgência, através dos casos passados pelo Serviço "Daniel de
Almeida" a cargo do Dr.Jorge Doria, no Hospital de Pronto Socorro.
Deixamos
de publicar aqui grande número de observações também favoráveis à
utilidade do método, que foram feitas por colegas nossos nos seguintes
serviços: décima terceira - Enfermaria da Santa Casa (Serviços do Dr.
Darcy Monteiro) pelo doutorado Carlos Teixeira, serviço do Dr. G. Romano
(Hospital da Gamboa) pelo doutorado Oscar de Figueiredo Barreto e Serviço
Chapôt-Prevost (Hospital de Pronto Socorro) a cargo do Dr. Darcy Monteiro,
pelo doutorando Monteiro de Figueiredo.
Foi-nos
sugerida a atenção para o assunto em fins de 1937, pelo jovem e brilhante
docente Dr. Sylvio D Ávila, que chefiava a décima segunda enfermaria da
Santa Casa, de que éramos internos, sendo as primeiras 60 observações ali
colhidas.
A
sugestão do nosso chefe de então se prendeu a um artigo publicado no
"The American Journal of Surgery" (May, 1936 - pág.321),
intitulado "Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications"
e assinado por Michael W. Mettenletter (cirurgião do Pós-Graduate
Hospital, de Nova York).
Mettenleiter,
considerando os excelentes resultados do processo, como método curativo das
pneumonias pós-operatórias declaradas, onde foi aconselhado por Vorschutz,
resolveu empregá-lo, como profilático, em 300 casos de sua clínica
particular e não teve uma só complicação pulmonar, a não ser pequena área
trombótica em um pulmão, cinco dias após a operação.
Antigamente,
o emprego da autohemotransfusão se submetia às influências
fecundas, mas anti-científicas do empirismo. Hoje, porém, temos uma
explicação razoavelmente clara e perfeitamente aceitável de sua ação.
Quando o sangue empregado fora de sua situação normal, no aparelho
circulatório, ele se torna uma substância completamente diferente para o
organismo.
O
sangue extraído por punção venosa é um sangue asfixico que, por curto
lapso, se põe em contato com um corpo estranho (seringa), o que é
suficiente para provocar modificações na sua físico-química e, por isso,
injetado no organismo, atua como si fora uma proteína estranha. De todos é
conhecido o efeito estimulante das proteínas parentais sobre o sistema simpático
e o parassimpático, pelo que ocorrem reações vasomotoras e teciduais em
todo o organismo.
Widal
observou acentuada diminuição dos leucócitos em todo o sistema vascular
periférico. Porém, mais tarde, Müller e Petersen demostraram que essa
diminuição periférica corresponde a um aumento destas células nos órgãos
abdominais, e consequentemente, a um incremento nas funções orgânicas,
particularmente do fígado, acelerando-se a secreção biliar e os processos
de desintoxicação. Nenhum efeito sobre o sistema vasomotor, sangue ou
tecidos se observa nos órgãos cuja inervação autônoma foi suprimida
antes da infeção.
O
sistema retículo-endotelial de Aschoff-Landau também é poderosamente
estimulado pela autohemotransfusão.
As
seguintes experiências provam essa afirmação:
a)
Um emplastro de cantáridas,
colocado sobre a pele da coxa, determina a formação de pequena vesícula.
Pois bem, se aspiramos o conteúdo dessa vesícula num tubo em U e o
centrifugarmos, depois de seco e corado, a contagem diferencial nos revelará
uma incidência de monócitos por volta de 5% (os monócitos são os
representantes no sangue circulante do S. R. E. ). Após a autohemotransfusão,
a cifra de monócitos, no conteúdo da vesícula, se eleva em oito horas
para 22% e, após 72 horas, ainda há 20% caindo a curva gradualmente para
voltar ao normal, no fim de sete dias;
b)
pela prova do
Vermelho Congo se evidência a capacidade de armazenar corantes do S. R. E.
- essa capacidade acentua-se consideravelmente após a injeção de sangue;
c)
outro teste utiliza
a determinação do índice bactericida dos tumores, segundo o método de
Wright. Após a injeção, o índice mostra um acréscimo, que, dentro de
oito horas, chega a um máximo de 15 a 20 valores normais. Como a elevação
dos monócitos, a elevação do índice bactericida dos tumores prova a
estimulação dos poderes defensivos do organismo do S. R. E. ou melhor,
para ceder aos impulsos de um são nacionalismo, sem desatender às exigências
da boa ciência, através do sistema angio-histio-lacunar de Póvoa-Berardinelli
(o alvéolo pulmonar é parte integrante do sistema lacunar).
Para
os que aceitam as idéias de Pierre Duval, podemos concluir que a
autohemotransfusão atua como elemento desensibilizante, contra a agressão
dos polipeptídios, que só agem em indivíduos sensibilizados.
Finalmente,
estamos inclinados a aceitar a eficácia da autohemotransfusão nas complicações
da tuberculose, visto como ela parece remediar a fase de inferioridade ou
alergia, que a intervenção cirúrgica desperta nos tuberculosos.
A
propósito da desprezível quantidade de sangue, que se acumula na ferida
operatória, sugeriu-se que a observação deste sangue poderia tornar uma
adicional autotransfusão desnecessária.
São
de Mettenletter as seguintes palavras: "as alterações físico-químicas,
na totalidade do sangue e do soro, são tão delicadas e ocorrem tão
rapidamente, que nenhuma comparação pode ser feita entre o sangue retirado
de uma veia e reinjetando intramuscularmente e o sangue acumulado numa
ferida para ser absorvida; estes dois processos são inteiramente
diferentes".
O
sangue tem sobre os outros agentes protéico-terápicos, além das vantagens
de comodidade e economia, a de que a sua absorção se faz mais prontamente.
Para terminar, em vista dos nossos excelentes resultados, que confirmam
amplamente as verificações de Mettenletter, podemos fazer nossas as suas
palavras: "as complicações pulmonares podem surgir, com qualquer espécie
ou método de anestesia, mas a ausência de acometimentos pulmonares, em
nossa série, prova que a autohemotransfusão e não o tipo de anestesia,
responde pelos bons resultados".
Casuística - 150 casos.
1) - Intervenções :
·
Safenectomia 1
· Arteriotomia 1
· Coecopexia 1
· Castração 1
· Simpatectomia periarterial 1
· Cistotomia 1
· Cholecistomia 1
· Drenagem da fosse ilíaca direita 1
· Esplenectomia 1
·
Apendicectomias 56
· C.R.hérnia inguinal 29
· Laparotomias exploradoras 11
· C.R.hérnia inguinal estrangulada 7
· Gastrectomias 5
· Fístulotomias 5
· Hemorroidectomias 5
· Inversões da vaginal 5
· Sepultamento de úlceras gastroduodenais perfuradas 4
· Operação de Ivanissevitch 3
· Operação de Ombredanne (ectopia testicular) 3
· Emasculações totais 3
· Anus ilíacos 3
· C. R. hérnias crurais estranguladas 2
· Recessão intestinais 2
· Exérese de quisto dermóide 2
· Salpingectomia 2
· Exérese de quisto torcidos do ovário 2
· C. R. de hérnia umbilical estrangulada 2
· Amputações de membros 2
· Cholecistectomia 1
· Gangliectomia Lombar 1
· Gastroenterostomia 1
· Cerclagem da rótula 1
· Operação de Albee (enxerto vertebral) 1
· Nephrectomia 1
· Nephrostomia e retirada de cálculo 1
· Trepanação da tíbia 1
· Prostatectomia 1
· C. R. hernial crural 1
2) - Anestesias :
·
Local 62
· Balsoformio 50
· Rachidiana 20
· Éter 10
· Peridural segmentária 5
· Eunarcon 3
TOTAL 150
3)
- Diagnósticos :
·
Apendicites 51
· Hérnias inguinais 24
· Hérnias inguinais estranguladas 7
· Fistulas anais 6
· Feridas penetrantes do abdômen 5
· Hidroceles da vaginal 5
·
Ectopias testiculares 4
· Úlceras duodenais 4
· Úlceras gastroduodenais perfuradas 4
·
Varioceles 3
· Epiteliomas do pênis 3
· Canceres do reto 3
· Hérnias umbilicais estranguladas 3
· Peritonites agudas generalizadas 3
· Canceres do estômago 2
· Quistos dermóides 2
· Roturas de prenhez ectópica 2
· Quistos torcidos de ovário 2
· Esmagamentos de membros 2
·
Cholecistite 1
· Gangrena do pé 1
· Fratura de rótula 1
· Mal de Pott 1
· Fistula estercoral 1
· Tuberculose renal 1
· Litiase renal 1
· Osteomielite aguda 1
· Adenoma prostático 1
· Hérnia crural 1
· Varizes da perna 1
· Artrite supurada do joelho 1
· Úlcera de perna 1
· Oclusão intestinal 1
· Câncer de bexiga 1
· Rotura traumática de baço 1
· Varicocele pelvice 1
· Ferida penetrante do tórax 1
· Pancreatite edematosa, com peritonite biliar sem perfuração 1
· Abscesso apendicular 1
· Vólvulo da sigmóide 1
VI
- Resultados e conclusões
Primeiro
- As complicações devidas ao choque : - Só cedem, evidentemente, ao
tratamento do choque (sol, chloretadas hipertônicas e, eventualmente, infusão
maciça de café em clister). Contudo, a autohemotransfusão contribui,
seguramente, para que sobre elas deixem de enxertar-se as complicações do
segundo tipo ou infeciosas.
Segundo - As complicações infeciosas - não surgiram em nossos 150
casos. Em vários dos numerosos casos em que deixamos de fazer a
autohemotransfusão, a título de contraprova, as complicações infeciosas
apareceram, sendo tratadas pela autohemotransfusão curativa em altas doses
( 40 a 80 cc.) pelo soro chloretado hipertônico, álcool, digital, vitamina
C, etc.
Comentemos
alguns casos interessantes : numerosos doentes se submeteram à operação
com bronquites crônicas ou subagudas. Pois bem, após a operação, fez-se
a autohemotransfusão e essas bronquites ou continuaram na mesma, sem se
agravar ou, então, desapareceram.
De
dois doentes que sofreram esplenectomia por ruptura traumática do baço, em
um foi feita a injeção de sangue - alta, curada, em oito dias. Em outro não
se fez a autohemotransfusão e manifestou-se-lhe um foco de condenação na
base direita.
Um velho prostático sofreu uma falha hipogástrica, como tempo prévio à
prostatectomia. Dada a benignidade da intervenção, não lhe fizemos a
autohemotransfusão e se constitui uma cortico-pleurite.
Curou-se
e, operado de prostatectomia, foi-lhe feita a injeção de sangue, tendo um
pós-operatório respiratório normal.
Outro doente, que padecia de mal de Pott, submeteu-se à operação de ALBEE
(enxerto vertebral). Era portador de catarro crônico das vias aéreas
superiores; foi operado sob anestesia geral pelo balsoformio e ficou três
meses no leito gessado sem apresentar a mínima complicação pulmonar,
tendo-lhe sido feita a autohemotransfusão após a operação.
Terceiro
- Complicações devidas à embolia pulmonar. - Não podemos tirar conclusões
seguras a respeito deste ponto, em primeiro lugar, porque tivemos apenas
dois casos e, em segundo, porque só em um foi feita a autohemotransfusão,
aliás no que não morreu. Contudo, parece-nos que a autohemotransfusão não
pôde impedir a formação de uma tromboflebite, nem que desta se desprendam
êmbolos.
Quarto
- Quanto às complicações pulmonares pós-operatórias nos indivíduos
tuberculosos, parece-nos que a autohemotransfusão age beneficamente
no sentido de corrigir a fase de inferioridade orgânica que o ato cirúrgico
desperta nesta classe de pacientes.
Tivemos
quatro casos de intervenções, em indivíduos tuberculosos comprovados, sem
complicação pulmonar pós-operatória: duas apendicectomias, uma
nefrectomias por tuberculose renal e uma nefrotomia com retirada de cálculo
coraliforme, em indivíduo que se havia submetido a pneumotórax terapêutico.
Só
num caso se desenvolveu uma pneumonia tuberculosa, mas o indivíduo era
portador de tuberculose evolutiva e, operado de apendicite aguda, foi-lhe
feita somente injeção de 10 cc de sangue, portanto dose insuficiente,
metade da que aconselha o autor do método.
Esses
casos não nos permitem ainda uma conclusão segura, do mesmo modo que os de
embolia pulmonar.
Não
resta dúvida que as complicações infeciosas, segundo o critério por nós
estabelecido, são prevenidas seguramente pela prática da autohemotransfusão.
Michael
W. Mettenleiter, M.D., F.A.C.S.
Eigenbluttherapie
leia também texto do Dr. André Luis Soares da Fonseca, professor de Imunologia e Genética médica na Univ.Federal de Mato Grosso do Sul:
e texto do Sr. Luiz Fernando Sarmento,
Informações que ajudam legalizar práticas terapeuticas até agora não aceitos pelo conselho médico
assitem também o video Auto-hemoterapia do Dr. Luiz Moura de 2h35_
|
Oficina de Talentos “Terra A-dourada Brasil”
f. (11) 4347.0744
, -0570, -0109 , |
São Bernardo do Campo, Estr. Assumpta Sabatini Rossi 1440, Batistini, Centro de estudos Celso Goldfarb, distribuimos ( gratuito ) Água Diamante, mudas de Kefir e Kombuchá,divulgamos
informações atendimentos alternativos, Holísticos ( Orientação Metafísica, Mapa Astral, Numerologia do nome,... ), estudo de Escrituras Sagradas, Hebraico, Kabalah, Astrologia, Tarô, Harmonização energética, Anti-Stress, ( Cromoterapia, Reflexologia, Drenagem Lymphatica, Reiki,... ), temos livros, CD’s, Cristais, Alimentos integrais e orgânicos, temos Mel puro silvestre, apiário, suco de Uva orgânico. |
( os valores arrecadados através de contribuições de agradecimento pelos ensinamentos e atendimentos recebidos, doações e venda de material e livros são usadoa para podermos manter as atividades e manutenção do local )
Simpatizante
do movimento mundial pela Paz e mudança para o
'Calêndário
da Paz' ('Calendário
Maia' ou
'Calendário do novo Tempo') de 13 meses de 28 dias -
temos Calendário Maia vigente disponível
_
conheça
outras atividades:
manifeste
seu interesse para ser avisado de datas e
forma da reservas de participação